
A falange cigana, que atua em nosso centro espiritualista, tem características próprias que diferem de outros bandos de ciganos. Tais diferenças constituem-se na forma de efetuar os trabalhos espirituais. Como bem sabemos, nossa tsara é de Umbanda branca, ou seja, não são autorizados trabalhos de batuque ou magia negra. Porém, não só estes trabalhos, pratica a falange cigana. Este povo milenar teve origem na Índia antiga, havendo diversas lendas a respeito da verdadeira razão que os levou a serem andarilhos. Foram obrigados a aprender o ofício da quiromancia (leitura das mãos), astrologia e outras sabedorias esotéricas, bem como firmarem uma nova língua, o romanês, para se protegerem das perseguições da época. Em suas viagens, sempre buscando a liberdade e a paz, adquiriram respeitável sabedoria sobre as coisas da Terra. Por isso se diz, erroneamente, que são espíritos menos evoluídos porque trabalham muito mais com a matéria do que com o etéreo. Muito pelo contrário, a sabedoria cigana sempre nos surpreende trabalhando na Linha Oriental. Este povo nos limpa os chácras (centros energéticos) e revigora nosso corpo físico, usando a energia dos cristais e elementos da natureza (água, fogo, terra, flora, etc), bem como de artifícios mais palpáveis como as cartas ciganas. Pode um mentor cigano que ajuda na Umbanda vir a trabalhar na Linha Oriental, pois a energia de trabalho é a mesma - o que muda é a forma de manipular os fluídos – de vez que na Umbanda há mais uma relação material, enquanto no Oriente há um liame espiritual de energias. A título de curiosidade, contemos uma, entre tantas lendas ciganas: ”Quando Cristo foi crucificado, o pior cravo, aquele que deveria ser enfiado em sua testa, o cigano deu um jeito de sumir com ele. Cristo, então, mesmo naquele estado de sofrimento, percebendo, sussurrou para o Cigano: - Sigam, você e seu povo, o seu destino!. Daí porque os ciganos são protegidos de doenças graves, sempre têm o que comer, mas para isso precisam estar sempre caminhando. É o destino! “
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