terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cigano Pablo



Havia uma aldeia composta de vários acampamentos ciganos,


que fugiram das perseguições político-religiosas na Espanha,

e foram parar nas areias do Sahara, onde todos os seus

habitantes, a medida do possível, eram alegres e muito festivos.

Todos conviviam numa cultura de grande participação comunitária

e se estimavam como uma grande e única família.



Com o passar do tempo, essa aldeia se tornou

relativamente próspera depois de muitos sacrifícios e desafios.

Nela se encontrava de quase tudo que se necessitasse

à sobrevivência e a um início de vida.

Havia uma modesta variedade de alimentos,

assim como tecidos e utensílios diversos,

trazidos de outros lugares.



Dentro de uma cultura mista de ciganos e viajantes, havia

uma grande possibilidade de se aprimorar conhecimentos e

conceitos, o que realmente era importante.



Quase todas as noites, alguns artistas de malabarismo e dançarinos

apresentavam-se em troca de alguns agrados, sendo o que realmente

importava, era a alegria que contagiava e divertia a todos.

Dentre tantos valores, o mais importante era a Tenda de Cultura.

Era uma grande tenda de aprendizado onde os sábios

ensinavam a todos que quisessem aprender, sobre as virtudes

da honra, honestidade e lealdade. Também se aprendia

sobre as forças da natureza e subsistência de vida.



Junto com o crescimento dessa aldeia, foram também

se fixando aos poucos, várias tribos ciganas, vindas da Espanha.

Dentre estes, havia alguns senhores poderosos, que na verdade

eram conhecidos como "senhores ricos"; estes, praticamente

supriam a aldeia em alimentos e variedades. Havia também alguns

pequenos comerciantes ciganos, viajantes e também gente humilde,

fugitivos de algum tipo de perseguição e buscadores por melhores dias...



Os "senhores ricos", que traziam as mercadorias de outras terras para

vendê-las aos comerciantes menores, tinham outra visão da vida.

Não se misturavam muito com os ciganos, apenas o

necessário para estabelecerem o comércio.

Quando por qualquer motivo vinham às aldeias,

traziam acompanhantes que lhes serviam como uma

espécie de guardas, para que se sentissem protegidos,

assim como suas famílias.



Os acampamentos ciganos, eram injustamente encarados como uma

considerável ameaça econômica, pois sendo uma cultura que primava

pela prosperidade e por seu próprio crescimento, se conseguissem

não depender tanto dos "senhores ricos", a estes não dariam muitos

lucros e essa possibilidade não lhes agradava muito. Dentre

vários acampamentos havia uma tribo que se destacava

por sua nobreza, riqueza e sabedoria. Era uma tribo que a

todos encantava pelas suas roupas, jóias e um

enorme sentimento de igualdade que a muitos

confundia, destacando-a das demais.



O chefe deste acampamento, se chamava Melisco,

mas na verdade todos que queriam se referir a este acampamento,

o faziam como o acampamento do "Pablo".



Quando alguns componentes de seu povo vinham à aldeia fazer compras

e vender seus trabalhos, eram assediados por pessoas que queriam

conseguir fazer negócios com eles ou mesmo conversar para sentir

mais de perto, aquela riqueza de cultura e sabedoria.



Nesse acampamento havia um jovem rapaz,

muito sábio e de nobre beleza.

Todos diziam que ele era um verdadeiro "Príncipe Cigano". Seria ele

no futuro, herdeiro de todos os bens e da responsabilidade de guiar

espiritualmente o seu povo, quando seu pai assim o determinasse.



Seu nome era Pablo.



Rapaz alto e forte, com seus cabelos negros como a noite,

fartos e longos. O rosto de traços suaves e pele macia

bronzeada pelo sol, faziam uma linda combinação com seus olhos

cor de mel. Possuía uma voz mágica, suave e meiga que quando

ouvida, a todos fazia parar no tempo. Possuía um carisma que

fascinava e envolvia principalmente as mulheres de todas as idades.



Estar junto dele era um momento mágico,

que tirava as pessoas da realidade quase sempre dura,

e as levava para um mundo de sonhos e felicidade.



As pessoas diziam:

- "Este cigano não fala com a voz do corpo.

Ele se expressa com uma sinceridade e uma pureza que se

sente vir do fundo do seu iluminado ser".



Todos confirmavam sua grandeza de sentimentos e nobreza em

suas decisões. Ele possuía o sublime poder de espantar

a tristeza, e devolver o "sagrado direito de sorrir". Aqueles

com quem falava, aprendiam a ter mais amor pela vida,

pelo próximo e por si mesmos.



Os sábios afirmavam:

- "Este moço não tem espírito,

é a expressão mais pura da própria luz".



O seu carisma, e a sua presença, sempre envolviam as

pessoas em uma energia de amor e paz.

Muitas delas, se emocionavam quando estavam junto a ele.

Quando Pablo as perguntava - "Porque choras"?

- Não sei! Não consigo conter as minhas lágrimas

de felicidade quando estou junto de ti.

- O teu sorriso, a tua voz e o amor que passas para todas

nós é forte demais, e puro como a tua própria alma...

Pablo dava um sorriso bonito e as abraçava com

respeitoso carinho. Ele podia sentir o espírito das pessoas.

Estava sempre alegre, e com poucas palavras esclarecia

todas as dúvidas que alguém pudesse ter.



Preocupava-se sempre em primeiro ouvir e depois, como se

tivesse conhecimento de toda a vida de cada uma das

pessoas que estavam à sua volta, ia falando de felicidade,

alegria e compreensão.



Quando ia ao povoado, a todos Pablo escutava e dava

atenção, com todo o seu carinho. Não fazia distinção entre

idade ou cultura de quem quer que fosse.



As ciganas mais idosas com suas longas e grossas tranças,

brincando com ele diziam, que se fossem mais novas,

não deixariam Pablo solteiro por muito tempo.



Sempre estava com seu cavalo negro chamado Brilho,

que era seu amigo inseparável.

Quando chegava à aldeia, em pouco tempo todos ficavam

sabendo de sua chegada, pois era muito querido.



Pablo sempre dizia:

- Uma mulher para ser amada precisa saber dar muito

prazer para quem a ame, para que possa recebê-lo

também, com a mesma intensidade...

- Porém, o homem precisa ser digno o suficiente

para merecê-lo e saber lidar com um coração apaixonado

que quer bater no mesmo compasso que o seu...



Desde cedo, sabia, ou melhor, pressentia que viria algum dia

a sua verdadeira alma gêmea, aquela que realmente

iria se unir à sua nobreza, a seu destino e à sua luz.



Pablo usava camisas de seda, normalmente brancas, mas haviam

amarelas e também de cores vivas, como grená e um

verde muito bonito, entre outras. Raramente se viu Pablo de preto.

Todas, com colarinhos altos e mangas largas.

Vestia também lindos coletes bordados por suas

carinhosas moças, que o faziam um dos mais bem

vestidos jovens de toda a região.



Suas calças eram geralmente escuras, como pretas, verde musgo,

marrons, sempre em cores fortes. Na cintura trazia lindas

faixas de seda com as pontas caídas ao lado.

Essas faixas eram de cores grená, lilás e azul-real,

mas jamais dispensava o branco para certas cerimônias.



Pablo usava botas pretas com um leve salto. Em sua cabeça,

sempre trazia lindos lenços de linho brancos, que

somente sua amada lhe dava, deixando as pontas a cair

sobre os ombros, dando uma imagem de rara beleza.



Seus perfumes eram de uma mistura mágica de fragrâncias,

combinadas só para ele, por uma de suas moças que preparava as diversas

fragrâncias para todos da tribo, e para alguns de forma especial.



Gostava de jóias como anéis e pulseiras largas. Não dispensava um medalhão

com uma pedra verde, herança de sua mãe, e na orelha esquerda,

um brinco de ouro, que ganhou logo ao nascer.



Pablo logo ao nascer, causou em todos uma grande

admiração por ter seus olhos cor de mel.

Era uma grande novidade pois eram lindos, brilhantes

e bem diferentes de todos os demais.



Nasceu com cabelos bem negros e de pele morena, exatamente

como sua mãe. Desde ainda criança ficava olhando

para as pessoas de uma forma muito diferente das demais.

Parecia querer entender exatamente o que queriam falar

e percebia a reação de cada uma delas.

Já nos primeiros anos de vida, estava sentindo e

vendo a alma das pessoas. E assim começou a sua

grande missão de primeiro saber ouvir, para depois

com sabedoria e amor, poder falar e ensinar.



Passou a infância e a juventude de forma nobre e participativa.

Alegre desde menino, tinha uma maneira muito especial

de tratar as pessoas. Era muito educado e atencioso com todos,

até com os próprios meninos e meninas de sua idade.



Suas atitudes eram sinceras e sempre voltadas

para o bem comum. Não gostava de ver ninguém triste.



Dizia ele:



"Um coração não foi feito para sentir tristeza e sim,

para amar com toda intensidade e força,

do fundo da nossa alma,

a todos,

igualmente..." Histórias psicografadas pelo médium Adilson Rocha

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ORAÇÃO

Uma oração a Sara Kali pela cigana:

Tu Sara Kali que estás no céu, olhem por teus filhos que estamos aqui na terra. Nos cubra com sua misericórdia e amor. Que o seu manto nos envolva a todos neste momento tirando de nós todas as tristezas, as doenças, as invejas, as mágoas. Tu que sofreste em vida, sabe o que cada um de nós está passando, nos dê força pára superarmos todas as provações e as dificuldades, que envolvidos por seu amor, sairemos ilesos de tudo isto. Tu minha mãe Sara nos conceda, saúde, felicidade, harmonia, prosperidade, amor, fé e paz de espírito. Segure em minha mão, e como uma mãe bondosa que olha para uma criança, nos leve para os caminhos que devemos trilhar e nunca nos deixe cair, nos caminhos que nos levará para longe de ti. Santa Sara, que eu seja digno do seu amor e de sua proteção, • abençoe, minha vida e da minha família, a de meus amigos e de meus inimigos, para que assim ele possa se distanciar de mim, e não mais me direcionar nenhum mal.
Permita que eu beije suas mãos e seu coração, que eu seja sua filha •-. abençoada para o todo sempre.
Amém!
Aqui se cultua a arte de viver bem e feliz com Liberdade!Amor, Caridade, Prosperidade, e Ouro!
"Salve os Espíritos e o Povo Cigano.Salve sua força; Salve sua luz; e Salve seu poder!"
A Magia Cigana me encanta, o modo como ele vêem Deus a natureza, as cores, a espiritualidade, o futuro as sensações, como ele vêem a vida e a morte, amor...
enfim como eles vêem o mundo, mas a magia cigana...me fascina a cada dia , a cada momento.

COMO OS CIGANOS SÃO CONHECIDO PELO MUNDO

  • GITANOS - NA ESPANHA
  • GYPSIES - NA INGLATERAA
  • BOÊMIOS - NA ALEMANHA
  • ZÍNGAROS - NA ITÁLIA
  • ROM - EUROPA ORIENTAL

ROMANÊS IDIOMA DO POVO CIGANO


O Romanês, um idioma muito diferente do português e exclusivo deste povo, é um vocabulário que se originou pela mistura de muitos outros, resultado de suas andanças pelo mundo. É impossível vinculá-lo a um único idioma ou etnia. Conheça algumas palavras e sua tradução:

PEQUENO DICIONÁRIO ROMANÊS
olhos - Aruvinhar
chorar - Bales
cabelos - Baque
sorte, fortuna, felicidade - Bato
pai - Brichindin
chuva - Cabén
comida Cabipe:
mentira -Cadéns
dinheiro - Calin
cigana -Calon
Cigano- Churdar:
roubarDai (ou Bata):
mãe-Dirachin:
noite-Duvêl:
Deus, Nosso Senhor, Cristo -Estardar:
prender - Gadjó:
não cigano -Gajão:
brasileiro, senhor - Gajin:
brasileira, senhora -Jalar:
ir embora -Kachardin:
triste -Kambulin:
amor- Lon:
sal Marrão:
pão -Mirinhorôn:
viúva -Naçualão:
doente - Nazar:
flor -Paguicerdar:
pagar - Panin:
água - Paxivalin:
donzela - Querdapanin:
português- Quiraz:

queijo- Raty:
sangue - Remedicinar:
casar - Ron:
homem - Runin:
mulher - Sunacai:
ouro - Suvinhar:
dormir- Tiráques:
sapatos - Trup:
corpo - Urai:
imperador ou rei - Urdar:
vestir - Vázes:
dedos ou mão - Xacas
ervas - Xinbire
aguardente - Xôres

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SUNTÔ MARIONÊ ( AVE MARIA) ROMANÊS


"Suntô Mariônê, pérdô san andô svêtô ô Del tu sai. Uusi san angla sá e juvliá uusôi ô fruktô kai arakádilas tutar Jesus. Suntô Mariônê Del leski dei rudissar paala amarrê becerra akaanak ai kana méérassa.Amém"